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Resgate da oralidade nordestina


Plano de Aula do Filme O Lobisomem e o Coronel | Animação | De Elvis K. Figueiredo, Ítalo Cajueiro | 2002 | 10 min | DF


A animação "O Lobisomem e o Coronel", nos apresenta um resgate da oralidade nordestina, deixando claro o quão rica e variada é a cultura brasileira. As obras da literatura de cordel, presentes na tradição do Nordeste do país desde o final do século XIX, são produzidas pelo povo, com preocupação artística de comunicar a realidade com alegria e singeleza, tem com grande difusão popular enquanto arte folclórica. Nessa manifestação o povo canta os costumes, as denúncias, as crenças os personagens reais e imaginários de seu cotidiano.
No trabalho com a Educação de Jovens e Adultos se torna uma importante ferramenta, já que esse gênero
tem em sua essência a aproximação com a realidade e interesse de quem o escreve e também pelo seu caráter popular. Em sua escrita, não está em jogo, o uso correto e formal das palavras e sim o quanto o autor conhece sobre o assunto e como brinca com as rimas e frases. Por sua forma de ilustração, a xilogravura, os desenhos tornam-se simplificados, demonstrando seu valor muito mais pela
expressividade de seus traços.
O filme pode se tornar o disparador de uma atividade da qual o professor irá proporcionar aos seus alunos a vivência de uma prática literária e artística, valorizando seus conhecimentos anteriores, contribuindo com sua auto-estima e ampliando seu repertório textual e cultural.




Objetivos
 Apropriar-se do gênero textual da Literatura de Cordel, comparando-o com outras linguagens.
 Produzir textos orais e escritos coesos e coerentes, dentro do gênero proposto.
 Conhecer e expressar-se por meio do desenho utilizando a técnica da xilogravura.

Situação Didática
 Assistir o filme com os seguintes pontos de observação:
 Como a história é contada neste filme?
 Você já ouviu alguma história contada desta forma?

 Roda de conversa resgatando os pontos de observação. Nesta conversa é importante que o professor faça outros questionamentos com o intuito de conhecer os conhecimentos prévios dos alunos acerca da literatura de cordel. Exemplos:
 De que região do Brasil vêm este tipo de história?
 Alguém já viu ou comprou literatura de cordel?
 Conhecem alguém que produz este tipo de texto?
 Porque na animação os personagens aparecem chapados (como se fossem de papel)?

 Apresentar aos alunos o roteiro do filme (disponível no site). O professor pode fazer a leitura em voz alta para que todos acompanhem com cópia.

 Pesquisar (na biblioteca, na Internet) outros textos de cordel. Escolher alguns para leitura e discussão em subgrupos. Tópicos para discussão:
 Observar a estrutura dos textos.
 Quais são os temas abordados.
 A linguagem é diferente da utilizada em outros textos?
 Como o texto é ilustrado? Que tipo de desenho? Como deve ser feito?

 Montar um cartaz coletivo com as características principais do texto de cordel.

 Produzir, em subgrupos, um texto de cordel com tema atual ou de interesse do grupo.

 Apresentar ao grupo a técnica da xilogravura .

 Produzir uma xilogravura para o cordel.

 Promover um sarau para apresentação dos cordéis para as outras turmas da Escola e familiares.


Comentários
Avaliação:

 Considerar na produção de texto realizada pelos alunos:
 Coerência e coesão
 Conhecimento acerca do gênero

 Considerar no desenvolvimento do trabalho artístico:
 Envolvimento e identificação com o tema proposto
 Expressão de suas idéias e auto-crítica.


Para saber mais:

 Sites:

 Wikipédia: Enciclopédia virtual livre, apresenta a história da Xilogravura e links para artistas que trabalham com a técnica. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Xilogravura
 Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Disponível em: http://www.ablc.com.br/
 Teatro de Cordel: site de César Obeid. Disponível em: http://www.teatrodecordel.com.br/

 Livros:

ESCHER. M. C. Gravura e Desenhos. São Paulo: Paisagem, 2004.

Pedagogo Autor do Plano de Aula
Sathler & Sanchez


Formação: Luciano Sathler é Doutorando em Administração (FEA/USP);Mestre em Administração (UMESP); Especialista em Gestão Universitária pela Organização Universitária Interamericana e graduado em Publicidade e Propaganda (PUC-MG). Elisana Costa Sanchez é graduada em Artes Plásticas pelas Faculdades Integradas Teresa D´Ávila e em Pedagogia pela Universidade do Grande ABC (SP).
Atividades Profissionais: Luciano Sathler é Editor Executivo da Revista de Educação do Cogeime; Coordenador dos Programas de Pós-Graduação Lato Sensu, Cursos de Extensão, Universidade Livre da Terceira Idade, Centro de Línguas e o Núcleo de Tecnologias Aplicadas à Educação da UMESP e Editor Executivo das Publicações Científicas, com ênfase nos aspectos de Produção Editorial e distribuição na UMESP. Elisana Costa Sanchez é Professora da Educação Básica e atua na Formação Continuada de Educadores em Rede Municipal de Ensino.
Publicações: no último ano: SATHLER, L. . Como lidar com as Novas Tecnologias da Informação?. Mundo Jovem - Um jornal de idéias, Porto Alegre, p. 18 - 18, 01 set. 2006. SATHLER, L. . Inclusão Digital. Revista Novo Olhar, São Leopoldo, p. 4 - 4, 01 jun. 2006.
Nível: Ensino Superior
Instituição: UMESP / PMSBC | | SP