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Adaptação a um novo meio e suas consequências


Plano de Aula do Filme Velha História | Animação | De Cláudia Jouvin | 2004 | 6 min | RJ


Alguns seres simplesmente não podem ser removidos de seus habitats naturais ou, em situação inversa, não podem ou não conseguem se adaptar a espaços que tentam reproduzi-los artificialmente. Nesse caso, estamos falando de animais criados em cativeiros. Esta prática, muitas vezes, é o melhor recurso para que biólogos, veterinários e demais especialistas em vida animal possam observar e acompanhar a evolução de certos animais. Porém, vale lembrar que o tempo de permanência dos bichinhos em cativeiro é limitado e que são devolvidos aos lugares de origem tão logo o trabalho dos especialistas esteja concluído. Em alguns casos, os animais são monitorados remotamente, através de chips instalados em determinada parte de seu corpo. Essa prática serve para acompanhar a adaptação do animal à vida livre e natural, sem a proteção e os cuidados recebidos no cativeiro.
Baseado em poema de Mário Quintana, o filme mostra e narra o episódio de um pescador que, ao pescar um simpático peixinho, apaixona-se por ele e transforma-o em seu bichinho de estimação, conseguindo fazer com que ele caminhe e abane o rabo tal qual um cachorro ou um gato. Um dia, porém, passeando pelo lago onde fora pescado o tal peixinho, o pescador se dá conta de que o lugar do peixinho é na água e não na terra. Assim, resolve devolvê-lo ao lago de onde viera. Joga-o n´água e fica observando os círculos que se formam ao redor do peixinho. Minutos depois de devolver seu amigo ao habitat original, o pescador percebe que o peixinho acaba morrendo afogado.




Objetivos
Compreender que cada ser vivo tem seu espaço próprio para se desenvolver e que, se for retirado desse espaço, precisará se adaptar ao novo meio, mudando sua natureza.

Situação Didática
 Trabalho interdisciplinar: Ciências, Português e Meio Ambiente - Para que as crianças compreendam melhor os motivos pelos quais determinados animais são retirados de seus respectivos habitats para receberem tratamento de especialistas, tome por base o Projeto TAMAR-IBAMA, de preservação das tartarugas marinhas brasileiras. Apresente as várias espécies de tartarugas por meio de vídeos jornalísticos, livros, reportagens em revistas especializadas ou até mesmo através do site do projeto. Converse a respeito dos maus tratos que a natureza vem recebendo por parte do ser humano, como poluição das águas, do ar e destruição das florestas e os riscos de extinção de certos animais, além da própria tartaruga marinha, que sofre com a poluição dos mares. Proponha aos alunos que pesquisem sobre animais que, por correrem risco de extinção, precisam de cuidados especiais para que não desapareçam de vez. Algumas sugestões são: mico-leão dourado, ararinha azul, arara azul grande, tatu canastra, tamanduá-bandeira, peixe-boi marinho, onça pintada, mico-leão preto, macaco barrigudo, ariranha, lobo-guará, jaguatirica, baleia jubarte, baleia franca e papagaio-de-cara-roxa, dentre outros. O trabalho interdisciplinar está implícito, pois seu processo já inclui Português, a partir da pesquisa, leitura, seleção e reprodução das informações relevantes Ciências, considerando a investigação sobre cada animal com risco de extinção e Meio Ambiente, a partir da análise do impacto de todo esse conjunto de questões sobre a fauna e flora brasileiras.

Dependendo da faixa etária e do nível de alfabetização e letramento, as crianças poderão conhecer e discutir a Declaração Universal dos Direitos dos Animais. A partir de ida à biblioteca/midiateca ou de pesquisa orientada na internet, os alunos conhecerão e analisarão cada um dos artigos que compõem tal documento, incluindo comentários pessoais a respeito do cumprimento - ou não - de cada item. A Declaração está disponível no site do Conselho Federal de Medicina Veterinária - http://www.cfmv.org.br/direitos_animais.php

Comentários
Avaliação: Ao final do trabalho de pesquisa cada criança ou cada grupo deverá apresentar à sala os animais que pesquisou e os motivos que fazem com que corram risco de extinção. Paralelamente, deverão sugerir soluções para que isso seja evitado. Para que a pesquisa seja mais duradoura, as crianças poderão "adotar", simbolicamente, um ou mais animais e, com determinada freqüência, acompanhar a situação de risco, avaliando se diminuiu ou aumentou e por quais motivos