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Compreender as diferenças, estimular a tolerância


Plano de Aula do Filme O Anão que Virou Gigante | Animação | De Marão | 2008 | 10 min | RJ


O mundo é belo por conta de toda a diversidade que nele vemos, todos os dias, pelas ruas. Somos brancos, negros ou amarelos. Professamos o cristianismo, o judaísmo, o budismo, o islamismo ou ainda outras religiões. Há Mulheres, homens e homossexuais. Crianças se misturam com adolescentes, jovens, adultos e idosos. Somos altos, de média estatura ou baixos. Existem os obesos, aqueles que estão um pouco além do peso, os que conseguem se manter de bem com a balança e os magros. No final das contas é tudo isso que garante ao mundo toda a graça e interesse. Já imaginaram como seria a Terra se todas as pessoas fossem iguais?




Objetivos
A escola é um dos primeiros locais onde as crianças percebem com maior clareza as diferenças físicas. É lá também que ocorrem situações de constrangimento causadas por estas diferenças (e também pelas culturais, sociais ou econômicas), das mais leves as mais pesadas, incorrendo até mesmo em perseguições, ou mais modernamente, no chamado bullying, as agressões físicas, verbais e psicológicas. Trabalhar com um curta como O anão que virou gigante permite trazer a tona a questão do respeito pela diversidade, ou seja, destacar a importância da tolerância num mundo tão marcado pela violência, pelo desrespeito as diferenças e, até mesmo, por tragédias relacionadas a esta intolerância.

Situação Didática
Pode-se iniciar o trabalho, entre as crianças, com a apresentação do filme. Neste caso, após a apresentação do curta, deve-se pedir as crianças que recordem as situações apresentadas no filme em dois tempos, a saber: Inicialmente com as dificuldades vividas pelo personagem quanto era anão e, depois, quando se torna um gigante. Transferir a situação para a vida dos próprios alunos, perguntando-lhes como se sentiriam na pele do personagem, tanto quando anão quanto como gigante, é forma de fazer-lhes pensar a necessidade de respeito que devem ter com pessoas baixas ou altas demais. Transferir para eles também significa pensar outras situações, como cor da pele, religião, sexo, cultura, etnia, situação sócio-econômica... Passar desta fase para produções dos alunos complementa a atividade, principalmente em se pedindo que o debate também aconteça dentro de casa, reforçando a necessidade da tolerância, da compreensão e do entendimento da diversidade como riqueza!

Comentários
Seja alto ou seja baixo, cabeludo ou careca, gordo ou magro, negro ou branco, homem ou mulher, somos todos seres humanos e, por conta disso, passíveis de respeito e consideração. Diferenças físicas, culturais, étnicas, sociais, econômicas, de origens... Nada faz diferença real, o imprescindível é perceber que fazemos parte de uma mesma espécie, que habitamos um mesmo planeta, que precisamos uns dos outros, que nossa coexistência pacífica é que nos garante estar por aqui... E que assim seja!

Pedagogo Autor do Plano de Aula
João Luíz de Almeida Machado