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Por uma Felicidade ainda que Clandestina

Filme Utilizado Clandestina Felicidade | Ficção | De Beto Normal, Marcelo Gomes | 1998 | 15 min | PE



Data da Experiência:10/04/2008

Disciplina(s): Literatura

Nível de ensino da turma*: Ensino Médio

Faixa etária da turma*: de 14 a 18 anos

Nº de alunos que assitiram esta sessão:90

Autor do relato:Ana Lúcia Lima da Costa

Instituição:C.E. DEODATO LINHARES
| RJ | MIRACEMA
| Estadual
Objetivos do uso do filme
O filme foi utilizado como ponto de partida para o estudo do conto de Clarice Lispector, "Felicidade Clandestina", do livro de mesmo nome em duas turmas. Em outras duas turmas, o conto foi trabalhado e o filme usado
para ilustrá-lo e possibilitar uma interpretação mais completa por meio da intersemiótica. ( cinema e literatura).

Sequência de atividades envolvendo o filme
. Nas duas primeiras turmas: Apresentação do curta, leitura do conto, discussão, troca de experiências de leitura e elaboração de relatório. . Nas outras duas turmas: Leitura do conto, apresentação do curta, discussão sobre aproximações e deslocamentos entre as duas artes e elaboração de relatório.

Comente os resultados da experiência
Depois de aproximações e deslocamentos verificados pelos alunos nas duas artes, eles discutiram longamente sobre o título do conto bem como do curta e chamaram a atenção para o termo "clandestina", que caracteriza alguma coisa realizada em segredo: a felicidade de ler era transformada em clandestina, porque não a vivia às claras, abertamente. Destacaram que a personagem era uma pessoa contida, que vivia intimamente, interiormente, seus sentimentos e emoções. Concluíram que os recursos expressivos conseguem atingir, com a mesma eficácia, o mundo interior tanto no texto como no curta. A enorme carga emocional que os vocábulos carregam produzem um efeito estético e eficaz e promovem ritmos que conjugam velocidade e lentidão nos dois casos. Também que o poder da memória nos fragmentos de infância estão presentes nos dois "textos". A memória pertence à mesma parte da alma a que pertence a imaginação. Assim, no ato de narrar, os fatos passados matizam-se de suas lembranças e o sujeito se dobra sobre a própria vida, desvelada pelos olhar profundo da criança-escritora Clarice Lispector.