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oficina de cinema

Filme Utilizado As Coisas que Moram nas Coisas | Ficção | De Bel Bechara, Sandro Serpa | 2006 | 14 min | SP



Data da Experiência:03/03/2006

Nível de ensino da turma*: Educação Infantil

Faixa etária da turma*: de 3 a 7 anos

Nº de alunos que assitiram esta sessão:65

Autor do relato:ana paula de lima pereira

Instituição:ANTONIO FIGUEIREDO AMARAL
| SP | SAO PAULO
| Municipal
Objetivos do uso do filme
Como estudante do curso de Pedagogia da UFF-Universidade Federal Fluminense, atuei como bolsista e escrevi esse projeto a partir do trabalho, em sala de aula, com as crianças da creche UFF.Considerando o interesse das crianças da creche UFF por filmes de animação e a partir da observação da utilização da televisão e dos filmes nesse espaço, surgiu a idéia da oficina de cinema.A Oficina de Cinema foi elaborada para as crianças de 02 a 06 anos da creche UFF, em sessões semanais durante o período de um ano.O objetivo dessa atividade era desenvolver as percepções visual e auditiva, a concentração, a expressividade e o hábito de assistir filmes, formando assim um publico infantil de cinema, além de abordar temas utilizados em sala de aula.

Sequência de atividades envolvendo o filme
Cada criança recebia um "ingresso" para assistir a exibição de um filme que durava cerca de 15 minutos. O material utilizado nas exibições, eram animações e filmes de curta metragem. Para a escolha desses filmes a pesquisa no site Curta na Escola foi fundamental para o desenvolvimento do trabalho. Filmes como: Historietas Assombradas (para crianças malcriadas, Caçadores de Saci, As Coisas que Moram nas Coisas, e muitos outros que foram exibidos, vieram a partir da busca no site. Depois de cada apresentação as crianças faziam comentários e realizavam alguma atividade criativa, como desenhos e colagens. O material produzido por elas ficava exposto em um mural no corredor da creche UFF. Antes de cada sessão, acontecia uma conversa para enfatizar a importância do silêncio na sala para a concentração de todos, o motivo de desligar o celular quando começa uma sessão de cinema e informações sobre o filme. Outras conversas sugiram ao longo do projeto, como a curiosidades das crianças em saber o quê significava o ícone que vinha impresso no ingresso.

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Antes dessa oficina a utilização de filmes na creche UFF não tinha um objetivo especifico, geralmente esse recurso era utilizado logo após o almoço, para que as crianças descansassem ou dormissem. Algumas dormiam, outras se desinteressavam depois de dez ou quinze minutos de exibição. Muitas dessas crianças já tinham o habito de assistir filmes em casa, muitas vezes os mesmos oferecidos pela creche. Apesar de mostrarem grande interesse, o ambiente em que esses filmes eram apresentados não estimulava a concentração das crianças. A oficina veio proporcionar uma outra maneira de assistir filmes na creche. A sala da brinquedoteca era preparada com a televisão ao centro e as cadeiras em volta dela, de modo que ficasse representada uma sala de cinema. Os ingressos eram oferecidos as crianças para transformar aquela atividade em um evento especial. Cada sessão recebia no máximo seis crianças por vez e elas esperavam os ingressos com grande ansiedade. Os filmes eram curtos, o que facilitava a concentração e a compreensão, e as discussões que aconteciam logo após a sessão eram bastante entusiasmadas. Cada criança trazia a sua visão do que tinha sido mais importante. Essa atividade proporcionou novos olhares sobre o cinema e a possibilidade de trazer para as crianças filmes com conteúdo e estética diferentes do que elas estavam habituadas.